
quinta-feira, 8 de março de 2012
VEJA COMO FOI A EXIBIÇÃO DE MORTE E MORTE DE JOHNNY ZOMBIE NA SESSÃO COMODORO

sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
"ESTRANHA" e "Morte e Morte de Johnny Zombie" no Festival Autorock em Campinas



Vejam os filmes que serão exibidos:
09/12 – Sexta Feira
19:00h exibição dos videos:
“Morte e Morte de Johnny Zombie” – Dir. Gabriel Carneiro – 14’
“Estranha” – Dir. Joel Caetano – 13’
“Instantâneo” – Dir. Pedro Ribaneto – 20’
“O Hóspede” – Dir. Ramon Porto Mota e Anacã Agra – 17’
“1:21″ – Dir. Adriana Câmara – 11’
Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas – MIS – Rua Regente Feijó, 869 – Centro
(Entrada franca)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
RZP, FILMES, DIVERSÃO E MUITA CERVEJA NO CURTA CINEMA 2011




















quinta-feira, 27 de outubro de 2011
DE MALAS PRONTAS PARA O CURTA CINEMA 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011
MOSTRA "JOEL CAETANO" NO PROGRAMAS ESPECIAIS DO CURTA CINEMA 2011 NO RIO DE JANEIRO

segunda-feira, 8 de agosto de 2011
TRAILER - MORTE E MORTE DE JOHNNY ZOMBIE

sexta-feira, 29 de julho de 2011
MORTE E MORTE DE JOHNNY ZOMBIE - POSTER, SINOPSE E FICHA TÉCNICA
MORTE E MORTE DE JOHNNY ZOMBIE
SINOPSE
Johnny Zombie é um mero engenheiro de plantão numa fábrica de pesticidas. Um dia algo vai mudar sua vida, e aos poucos Johnny vai morrendo, mesmo que ainda vivo.
Elenco - Joel Caetano, Charlene Chagas, Felipe M. Guerra, Ana Luíza Garcia, Mariana Zani, Chico Spagnolo, Jorge Miguel e outros
Direção e roteiro - Gabriel Carneiro
Argumento - Marília Passos
Produção - Marília Passos e Gabriel Carneiro (executivos), Dênis Arrepol
segunda-feira, 16 de maio de 2011
VÍDEO DOS ENSAIOS DE "MORTE E MORTE DE JOHNNY ZOMBIE" DE GABRIEL CARNEIRO COM PARTICIPAÇÃO DE ATORES DA RZP
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
GATO - CRÍTICA NO CINEQUANON
O ASSASSINATO DA MULHER MENTAL - REVISTA ZINGU

O Assassinato da Mulher Mental
Direção: Joel Caetano
Brasil, 2008.
Por Gabriel Carneiro
O Assassinato da Mulher Mental é um grande avanço em termos técnicos dentro do cinema da Recurso Zero Produções. Joel, para fazer um filme em tom bem mais sério e sóbrio que os anteriores, caprichou nos efeitos especiais (inserindo imagens em fundo chroma), deu um ar de grande produção, com o jornal falso e suas imagens estáticas construídas no photoshop, e montou tudo de forma ágil. Misturando aspectos do cinema noir, histórias em quadrinhos e super-heróis, e a tragédia, O Assassinato da Mulher Mental é seu filme mais bem resolvido.
O curta-metragem narra a história da ascensão e queda dos Aventureiros, formado pelos super-heróis Hiper Homem, Mulher Mental e Bruma. Quando Mulher Mental é encontrada morta, Bruma procura Hiper Homem para investigar o caso. Há tempos separados, após Hiper Homem ter perdido seus poderes e ter se tornado devoto do álcool e do tabaco, através de flash-backs e do noticiário, a história é reconstituída.

Mais uma vez as atuações nos filmes da Recurso Zero se destacam.
É impressionante ver como, com o tempo, aperfeiçoaram o desempenho, empostando melhor as vozes, construindo os gestos e sabendo quando se deve ser mais caricato. O que víamos emMinha Esposa é um Zumbi e em Junho Sangrentoera a paródia, tudo muito exagerado, muito falseado. Em O Assassinato da Mulher Mental vemos que, na verdade, é o talento em saber dosar a performance.
A evolução de Joel Caetano e seus comparsas ao longo desses anos é uma prova cabal de que qualidade se constrói com esforço e boa vontade. Mesmo que haja situações que dêem um tom amador ao vídeo, não há como assistir a O Assassinato da Mulher Mental e não pensar no filme como uma produção profissional, feita com recursos que realizadores do mainstream possuem. Isso vem também do intuito de Joel, sempre investindo na carreira, através de melhores recursos tecnológicos e do aprendizado de novas técnicas. Percebe-se que o gosto em fazer filmes é o que move as pessoas envolvidas – e que sim fazem um produto artístico com viés comercial: filme para ser visto no cinema. A questão de se utilizar de clichês do gênero, em nenhum momento, invalida o que se é feito, pois é propositadamente farsesco.
A farsa aqui não é com o intuito de parodiar, mas é próprio do modelo narrativo e do gênero. Filmes de super-heróis, com estética do policial noir detetivesco, fogem completamente do estilo
brasileiro de fazer cinema, que pouco envereda para a fantasia. A farsa, então, é intrínseca, pois é feita com características típicas do Brasil. Nisso, pega personagens-tipos dentro do filão de super-heróis: o Superman vira Hiper Homem, com direito a uniforme em verde e amarelo; a Mulher Maravilha vira a Mulher Mental e Batman vira Bruma, que também herda muito das características do detetive dos filmes policiais americanos dos anos 40. Ao transformar a questão de gêneros em algo único no Brasil (a elaboração da história e sua construção, com direito à originalidade dentro do clichê), Joel relê a antropofagia de Oswald de Andrade – aqui, diferente dos ‘marginais’, por fazer um produto essencialmente comercial, sem as mesmas pretensões de contestação.
A diversão proporcionada pela Recurso Zero Produções é certeira. Dela, há muito o que se esperar, assim como de sua equipe individualmente. Além da criatividade em criar histórias, o aprimoramento técnico e o seu cuidado estético só levam a crer que há um futuro no cinema de entretenimento de qualidade no Brasil – e sem leis de incentivo, quem sabe.
MINHA ESPOSA É UM ZUMBI - REVISTA ZINGU
Primeiro filme de sucesso de Joel Caetano, patrulheiro do cinema de baixíssimo orçamento na capital paulista, que, com seus fiéis companheiros Mariana Zani e Danilo Baia, fez uma escrachada e engraçadíssima comédia, com elementos do cinema de horror. Minha Esposa é um Zumbi narra a história de um homem que passa por período difícil com a mulher devido à impotência sexual. Ao escutar, no laboratório onde trabalha como faz-tudo, que um doutor está testando um comprimido que levanta até defunto, ele rouba o comprimido – só não esperava que o ‘levantar até defunto’ fosse literal: o remédio era para trazer os mortos à vida.
De maneira inventiva, Joel Caetano – que além da direção, assina como produtor, roteirista, ator principal (ele é o impotente), editor e mais um bocado de coisas – elabora uma trama simples, carregada de humor, que, vendo-se nos limites dos recursos, apela para ótima qualidade técnica dos produtores e para atuações e situações exageradas. Dentro do problema estético que pode surgir, devido à baixa qualidade de imagem, a inventividade do roteiro se sobrepõe: bem caracterizado, e rechaçado para o lado cômico, Minha Esposa é um Zumbi encontra no duplo sentido, na gag sexual, seus grandes momentos.
Há uma brincadeira muito bem delineada com a impotência sexual. No filme, não surge como mera gozação, é apenas um mote para escancarar a produção, com o surgimento de uma zumbi maníaca por carne – e que tem seus efeitos reversos. Nisso, aparecem diversas possibilidades de brincar com o estereótipo e com a emulação do gênero filmes de zumbi – o final reserva duas grandes viradas, com ótimo timing.
Crescido nos anos 80, com toda herança cultural de deboche e de filmes de zumbi que tinham, Joel Caetano emula muito em seu trabalho o longa-metragem Minha Mãe é um Lobisomem (que confessou não ter assistido), de Michael Fischa, em especial na narrativa. Parece que, dentro dos paradigmas do longa de Fischa, o cineasta reinventou-se e inseriu suas próprias referências e criatividade – quase como se o longa fosse um esboço para Joel fazer o que quisesse. A antropofagia desses filmes que hoje são considerados trash dá matéria à comédia “trash” que hoje faz.
O principal problema do filme é quando Caetano quer englobar o máximo de referências e habilidades possíveis: num momento do filme, o desenho animado toma conta, um recurso desnecessário – como se estivesse lá, pois não havia recursos para fazer a cena ou para mostrar a diversidade da produção.
Ainda assim, as qualidades de Minha Esposa é um Zumbi insuflam qualquer problema que o filme pode aparentar ter e sinaliza o futuro de um promissor cineasta – principalmente se tiver completo domínio de sua produção.
LINK DA MATÉRIA NA REVISTA ZINGU - Dossiê Cinema de Bordas 2: Minha Esposa é um Zumbi












