sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

V MOSTRA TRASH VAI EXIBIR OS FILME "O ASSASSINATO DA MULHER MENTAL" E "GATO" DA RECURSO ZERO PRODUÇÕES


Mais um festival em que a Recurso Zero Produções marcará presença, agora na TRASH – 5ª Mostra Goiana de Filmes Independentes, com os filmes "O assassinato da Mulher Mental" de 2008 e "GATO" de 2009", confiram a lista completa dos filmes selecionados, só tem filmaço!


Selecionados em ordem alfabética


A aula de yoga nº 34 - Gordeff e Claudio Roberto

A casa dos mortos - Debora Diniz

A chamada - Coelho Nunes

A lanterna - Almir Correia

A mulher biônica - Armando Praça

A pequena coleção de Hugo Ganz - Daniel Matos

A vermelha luz do bandido - Pedro Jorge

Alguns nomes do impossível - Gabriel Tupinambá

Ao vivo - Peppe Siffredi

Ataque - Rodrigo Assis

Beethoven Hardcore - Queer Fiction

Bloco D - Vinicius Casimiro

Bomba - Lara Lima, Marcelo Lima

Breaking Brazilian Bones in Europe Tour - Binho Miranda e Rogério Japonês

Eletrificado - Thiago Zshomack

Encarnación del tinhoso - Petter Baiestorf

Erros ortográficos - Gabriel Tupinambá

Eu ainda vivo - Thiago Zshomack

Eu sou um pequena panda - Gurcius Gewdner

Exercício de fotografia - Paula Um Mi Kim, Andréa Yagui e André Queirós

Fale comigo - Audrey Martiliano da Silva

Fúria Alucinante - João Takafa

Gato - Joel Caetano

Harpias da Capadócio - Rogorowsky

Imagem meu amor - Amiten Panzera

INGs - Indivíduos não governamentais - Reciclando a cultura do lixo - Averaldo Nunes Rocha e Márcio Mitio Konno

Jardim Japonês - Érico Cazarré

Joga - Camila Leite

Justine ex-machina - Queer Fiction

Lâmia, Vampiro! - Rubens Mello

Las Luzineides - Coletivo Las Luzineides

Loading 66% - Henrique Duarte

Loveless - Claudio Gonçalves

Lua Perversa - André Bozzeto Jr.

Mímesis - Francisco Rodriguez Antunes

Missádica - Marcio Mota

Morgue Story - Paulo Biscaia Filho

Mustangue - Gilberto Caetano

Neurose - Kako Olímpio e Pedro Caixeta

Ninguém deve morrer - Petter Baiestorf

O assassinato da Mulher Mental - Joel Caetano

O baile das vampiras - Gustavo Steffem e Felipe Caetano

O Clube dos suicidas - Caue Angeli

O pregador - Bernardo Palmeiro e Charles Paraventi

O que há por trás? - Andréia Machado

Olho no lance - Marcio Mota

Pequi o herege - Rodrigo Assis

Perseguição Insana - Anselmo Luis Bonaldo Betiol

Pimentípoli - Eduardo Souza Lima

Psicoisa - Rodrigo Assis

Psychodemia - Scoria Trash Fimes

Quarto 53 - Marcio Dias

Retrocesso - Kako Olímpio e Pedro Caixeta

Ruído das Minas - A origem do Heavy Metal em BH - Filipe Sartoreto

Sangue Marginal - Relatos de cinema e vídeo underground - Marco Antônio Vaz e Bruno Simonetti

Sessão das 8ito - Cristian Verardi

Sonho de valsa - Beto Besant

Sweet Karolynne - Ana Bárbara Ramos

Tatuada - Gurcius Gewdner

Trash Killer - Raphael Gustavo Silva

Volu-re-a-dicionário - Arthur B. Senra

Vozes - Anna Costa e Silva, Fábio Canetti, Luiza Santolini

You Bitch Die!!! - Lucas Sá


TRASH
5ª Mostra Goiana de Filmes Independentes

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

RZP E FILMES NACIONAIS DE ZUMBI NO MUNDO ACADÊMICO

CURTA-METRAGEM

REALIZADOR BRASILEIRO ADERE AO CINEMA DE ZUMBIS

 

Dentro ou fora do ambiente universitário, tem crescido a produção de curtas-metragens, aumento estimulado, em grande parte, pelo barateamento e simplificação dos equipamentos assim como ampliação dos meios de divulgação como a internet, via YouTube e congêneres. Nesse ambiente facilitador, um velho personagem parece renascer das cinzas nos curtas-metragens brasileiros dos últimos anos: o zumbi.

Em sua origem, o personagem do zumbi foi associado a mistérios da religião egípcia como em The ghoul (O zumbi), filme britânico de 1933, dirigido por T. Hayes Hunter e produzido pela Gaumont-British Picture Corporation. Com Cedric Hardwicke e Ernest Thesiger, O zumbitraz Boris Karloff no papel do professor Morlant, egiptólogo obcecado pela ideia da imortalidade, alcançada por meio de um contrato com Anúbis. Mas os planos do professor Morlant não são respeitados e este retorna como zumbi para se vingar daqueles que violaram sua tumba.

Mais de 50 anos depois, o zumbi servirá aos propósitos do cinema independente americano em A noite dos mortos vivos (1968), de George Romero. Desta vez não exatamente um único zumbi, mas um exército deles, uma horda de vagantes furiosos famintos de carne e sedentos de sangue. É o começo da "cientificcionalização" do filme de zumbi, com a menção a uma epidemia que transforma pacatos cidadãos norte-americanos em bestas comedoras de cérebro. A noite dos mortos vivos fundou uma franquia, influenciou diversas produções subsequentes e gerou um remake, em 1990, por Tom Savini. A fórmula, eficiente e sedutora: um jogo de pega-pega envolvendo um punhado de heróis, abandonados à própria sorte numa cidade fantasma, repleta de zumbis. Pouca luz, abandono, muito sangue e gritaria.

O pesquisador e professor de cinema Lúcio Reis, da Faculdade de Educação e Estudos Sociais de Lambari (MG), observa que, "em termos de assiduidade na realização, sem dúvida George Romero é o grande exemplo. E isso apesar de ter rodado até agora apenas cinco filmes sobre zumbis". Reis acrescenta que George Romero inaugurou, com A noite dos mortos vivos a era do zumbi canibal, lançando as bases que renovariam o gênero daí em diante. Permanece fiel ao assunto até hoje, já com a sexta sequência – o último foi o ótimoDiário dos mortos (2007) – em andamento.

ORIGEM DO TERMO ZUMBI Especialista em cinema de horror e exploitation, Reis explica que "a palavra zumbi vem do quimbundo nzumbi (fantasma, espectro) e acabou ligada à religião haitiana, relacionada à ideia – recorrente em várias culturas e tradições – de um morto se erguer da sepultura. Ao que tudo indica, o vodu desenvolveu-se primeiro no Haiti entre os escravos que trabalhavam nos canaviais e incorporaram aos seus deuses nativos aspectos da religião de seus senhores". O historiador acrescenta que "esse personagem ganhou mais tempero graças aos preconceitos de viajantes que, com sua visão colonialista, descreveram o Haiti como local de sangrentos rituais de magia negra, orgias selvagens e mortos reanimados. O que acabou reforçado pela superstição nativa, sem falar na indústria de turismo e estrutura de poder haitiana. Vale lembrar que a ditadura Duvalier se utilizava das crenças religiosas locais como um dos sustentáculos de seu regime. E foi o cinema que deu maior dimensão ao zumbi e o redirecionou, desde as primeiras décadas do século XX, em filmes como Zumbi branco (White zombie,1932), com Bela Lugosi revivendo os mortos para trabalharem em sua plantação e as produções de Val Lewton para a RKO, iniciadas com I walked with a zombie (1943)".

 

 

ZUMBI DO BRASIL No ambiente do curta-metragem brasileiro, o zumbi encontrou acolhida nos últimos anos. Reis considera que a motivação dos realizadores independentes vem, sobretudo, da influência da produção estrangeira, que teria grande circulação no mercado de vídeo."Grande parte dos filmes de zumbi feitos lá fora, principalmente os realizados a partir do final da década de 1970, foram lançados em VHS por diversas empresas, algumas de caráter bem duvidoso. Ainda que com distribuição precária, serviram de inspiração para uma geração de aficionados do horror, pelos extremos gráficos a que chegavam. Gente sendo comida viva pelos zumbis, entranhas expostas, sangue... E alguns deles, por esse caráter radical, resolveram experimentar em suas próprias produções fundo-de-quintal, já nos anos 1990, momento em que câmeras já estavam bem acessíveis. É o caso do pioneiro Petter Baiestorf com seu Zombio (1999), se não a primeira, a mais interessante produção sobre o tema até então".

Para Reis, Zombio é o mais interessante filme de zumbis realizado no Brasil. "Escrito e dirigido pelo catarinense Petter Baiestorf, é uma homenagem aos filmes de zumbi, especialmente os italianos do diretor Lucio Fulci. Repleto de referências ao cinema B de horror e ficção científica, o longa-metragem narra a história de um casal que resolve acampar numa ilha e é atacado por um grupo de mortos canibais", comenta Reis. Outro título que merece ser colocado em evidência, na opinião do pesquisador, é o curta Crônicas de um zumbi adolescente (2002), de André ZP. "Este parece aqueles filmes de adolescentes que se tornam monstros, feitos nos anos 1950 (na linha I was a teenage werewolf). Rodado em preto-e-branco, trata do fracassado Zeca que volta da sepultura como um cadáver repugnante que tenta se integrar novamente na rotina. Mais recentemente posso citar ainda outro curta, a comédia de horror Minha esposa é um zumbi (2006), de Joel Caetano (que numa versão mais longa e com um pouquinho mais de dinheiro poderia figurar no catálogo de uma Troma) e os recém-vistos e bem elaborados Era dos mortos (2007), de Rodrigo Brandão, e Capital dos mortos (2007), de Tiago Belotti. Filmes que podem ser o prenúncio de uma linha de filmes de zumbis brasileiros, pelas mãos de realizadores independentes", observa Reis.

Minha esposa é um zumbi, curta-metragem de 24 minutos lançado em 2006, é o maior sucesso do cineasta paulistano Joel Caetano e sua empresa, a Recurso Zero Produções. O filme venceu a categoria máxima do júri popular da I Mostra do Curta-metragem Fantástico de Ilha Comprida, em 2006, e participou de mostras em São Paulo, Porto Alegre e Goiás. Sobre seu curta, Joel Caetano comenta: "O filme foi escrito para ser trash mesmo, eu não tinha a intenção de fazer uma obra-prima ou um filme sério. Uma vez, ouvi de um professor meu a seguinte frase: 'se for para fazer bem feito, faça o melhor; se for para fazer mal feito, faça o pior que puder. Assim evita ficar no meio termo.' E foi o que fiz. Espero acertar quando for fazer o 'bem feito' também!". A declaração de Caetano foi dada em entrevista à Rogério Ferraraz para o artigo "Minha esposa é um zumbi e a mistura de gêneros no cinema de Joel Caetano", publicado em Gelson Santana (Org.), Cinema de Bordas 2, editora A Lápis, 2008).

Era dos mortos, de Rodrigo Brandão, tira vantagem da vocação metonímica do cinema para criar em Santos Dumont (MG) uma cidade-fantasma assombrada por zumbis. Trechos de telejornais e imagens de arquivo, "costuradas" a "fragmentos" da cidadezinha, estabelecem o regime narrativo propício a uma aventura apocalíptica num lugar indeterminado. Guardadas as devidas proporções, o recurso assemelha-se ao utilizado por filmes comoEnsaio sobre a cegueira (2008), de Fernando Meirelles, no qual "retalhos" de São Paulo, Montevidéu, Toronto etc, "costuram" uma cidade-protótipo. Segundo o próprio Brandão, o principal modelo da narrativa de Era dos mortos está na dinâmica de videogames comoDoom ou Resident Evil.

Embora não tenha sido a estreia de Brandão em projetos audiovisuais, foi sem dúvida sua realização mais ambiciosa. Seu conteúdo pode ser baixado no site oficial de Era dos mortos(http://www.eradosmortos.com.br/), onde também está disponível para download a trilha sonora original do filme, que vai de Ambient music a Metalcore e foi composta por AlienAqtor, Disorder of Rage (DxOxRx), Flanicx e o próprio Brandão.

No contexto de um cinema de difícil inserção comercial e mesmo sustentabilidade, o personagem do zumbi parece servir perfeitamente aos propósitos "de guerrilha" de alguns jovens realizadores independentes brasileiros. Um personagem impessoal, teleguiado, que prescinde de maquiagem ou caracterização sofisticada, de fácil manipulação e inserção em qualquer cenário. E de grande afinidade em relação ao conteúdo de novas mídias como o videogame ou a internet. Enfim, um personagem-coringa que oferece boa margem de manobra para os impulsos iniciais de qualquer jovem realizador fã de cultura pop, cinema de gênero e vida digital. Muito provavelmente, os filmes de zumbi continuarão a proliferar na vizinhança. E se você nunca assistiu a um, prepare-se: chegará o dia em que algum vai bater à sua porta.

 

Artigo escrito por: Alfredo de Oliveira Suppia

Fonte: http://cienciaecultura.bvs.br

sábado, 20 de fevereiro de 2010

GATO - DIA 28 DE FEVEREIRO NA BIBLIOTECA VIRIATO CORREIA



GATO - Dia 28 de Fevereiro na Biblioteca Viriato Correia na reapresentação dos destaques do CINEFANTASY!

Mais informações: http://tinyurl.com/y9eflnm

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CINE TERROR NA PRAIA - ENTREVISTA DE RODRIGO ARAGÃO NA TV GUARAPARI

FEVEREIRO É O MÊS DOS DESTAQUES DO CINEFANTASY


Horror - Ficção Científica - Fantasia
Venha rever a magia do Cinefantasy

Programação com os destaques da quarta edição do Cinefantasy na Biblioteca Viriato Corrêa, traz além dos vencedores, os curtas que foram destaque na competitiva abordando o gênero fantástico com diversos olhares e linguagens.

GRÁTIS

Todos os domingos de fevereiro, exceto o do carnaval.

Sessões às 16h e às 18h

Endereço: Rua Sena Madureira, 298
Vila Mariana - 04021-050 São Paulo, SP
Tel.: 11 5573-4017 e 11 5574-0389

Programação aqui: http://tinyurl.com/y9eflnm

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CINE TERROR NA PRAIA - FOTOS


Praia, gente interessante, bonita, inteligente e legal, boa comida, cerveja gelada e o melhor, filmes de terror ao ar livre!!!!

O "Cine Terror na Praia" acabou domingo, mas já está fazendo história como o Woodstock do Terror em Guarapari, só quem esteve lá é que sabe como foi divertido!!!

Parabéns aos organizadores e meus amigos da Fábulas Negras, que realmente colocaram paixão no evento!!!

Fiquem com algumas fotos, assim que conseguir mais com a galera eu posto ok!!!

RODRIGO ARAGÃO FAZENDO A ABERTURA DA MOSTRA


RODRIGO ARAGÃO FAZENDO A ABERTURA DA MOSTRA


EXIBIÇÃO DE "O ASSASSINATO DA MULHER MENTAL"


"GATO" SENDO EXIBIDO NA PRAIA


ENTREVISTA PARA O PROGRAMA "CULTURA NATIVA"


POMBA E SEU AMIGO


GAROTAS FAZENDO POSE

GALERA SE DIVERTINDO



CRISTIAN SENDO ATACADO POR UMA CRIATURA DO MANGUE


OFICINA DE MAQUIAGEM DO RODRIGO ARAGÃO


TROFÉU ROJO SANGRE DA ARGENTINA DE MELHOR FILME PARA "MANGUE NEGRO"


RODRIGO MOSTRANDO O LOCAL ONDE FOI GRAVADO O FILME "MANGUE NEGRO"


PEROCÃO, BAIRRO ONDE NASCEU O RODRIGO ARAGÃO E O FILME "MANGUE NEGRO"


CRISTIAN VERARDI E JOEL CAETANO



GAROTAS FAZENDO POSE

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

SESSÃO RZP NO CINE TERROR NA PRAIA EM VITÓRIA

É nessa sexta dia 05/02/2010 galera! 

Os filmes "GATO" (2009), "O assassinato da Mulher Mental" (2008), "Junho Sangrento" (2007) e "Minha esposa é um Zumbi " (2006) serão exibidos no Cine Terror na Praia que acontece nos dias 05, 06 e 07 de fevereiro, em Barari, Praia de Santa Monica em Guarapari.

Além dos filmes da RZP vai ter uma série de atrações, lançamento do DVD do filme "Mangue Negro", exibição do filme "À meia noite levarei a sua alma" do mestre José Mojica Marins, diversos curtas de terror e bate papo com os diretores Joel Caetano e Cristian Verardi!!!